Texto | Revista | Claudia Schaffer

Vamos aos tópicos:

 

Primeiro: ter bom ânimo e ser paciente consigo.

Compreenda – você não foi, não é e tampouco será um problema. Embora todos o enfrentemos, a ideia de ser “o problema” está errada! Temos problemas, não somos problema. Perceba a diferença na mentalidade. Pasme: às vezes você não tem problemas, mas você encontrará pessoas que queiram projetar os dela em você. Essa carga não lhe pertence. A clareza dessa verdade fará toda a diferença. Não permita que influências degradantes e destrutivas o façam pensar diferente. Não nos tornamos pessoas e profissionais melhores absorvendo exemplos ruins. Sejamos positivos e disseminemos a cultura de agregar valor à nossa vida e profissão, entendendo o mesmo olhar e sendo empáticos e compassivos com o próximo. Assim como podemos ser INFLUENCIADOS pelo ambiente que vivemos, podemos também nos tornar o INFLUENCIADOR!

Somos profissionais de valor e queremos mais! Em um mundo inundado pelo mal, podemos e devemos fazer a diferença no meio em que atuamos adotando uma postura positiva frente às dificuldades. Caso escolha concentrar-se no lado negro, isto é o que verá. Grande parte das pessoas é tragada pela enchente do rio da competição e insistem por compartilhar seu próprio lado obscuro ao disseminar sua pessimista visão moral.

Não podemos estancar a escalada do rio de influências negativas, mas podemos e devemos advertir, com clareza, a respeito das consequências que advêm de posturas inadequadas.

Quando não nos deixamos contaminar pela negatividade e pelo discurso pronto de “isso não vai dar certo”, estamos demonstrando ao mundo parte do nosso padrão de conduta.

Ah, e tem aquele(a) que reclama de tudo, mas nunca sugere outras soluções. Só se limita a dizer como é difícil lidar com essa ou aquela área e pessoas.

Tais influências que tentam manipular habilmente nosso poder também estão em todo o tipo de mídia e comunicação. Com frequência, vemos séries, filmes e novelas levando à mente das pessoas pensamentos equivocados sobre o Secretariado e seu sucesso aumenta em extensão e viabilidade. É dessa forma que a atraente mídia conduz seu público que, movido por ela, incute e dissemina comportamentos, influências degradantes, corruptas e destrutivas.

Agora, o lado bom. Apesar dos bolsões de maldade, o mundo como um todo é majestosamente lindo, cumulado de pessoas boas e sinceras. Temos um meio para viver no mundo corporativo e não ser tragado pelas pressões vis que os agentes tendenciosos espalham por toda parte. Podemos levar uma vida produtiva, digna, feliz ao adorar uma nova postura frente os desafios que acometem o meio pessoal e profissional.

Quando despertamos o poder que há na mente, fomentando atitudes e pensamentos positivos, começamos a aprender a acessar uma inteligência que vai além do pensamento e aguça um grande potencial. As decisões se tornam muito mais eficazes e infinitamente mais satisfatórias e gratificantes. Sendo pacientes, determinamos, crescemos em força e aptidão, centralizando nossa mente e coração no positivismo e comecemos a desfrutar de uma vida mais plena e rica.

Outro ponto em nossa atitude é que muitas vezes somos pacientes com as fraquezas dos outros. Precisamos lembrar também de sermos compassivos e pacientes com nossas próprias fraquezas. Não podemos minimizar o sucesso alcançado até aqui; temos, sim, o dever de manter uma postura de gratidão e buscar constante aperfeiçoamento.

Não gastemos tempo e energia comparando-nos aos outros – geralmente, comparando nossos pontos fracos a seus pontos fortes. Isso nos leva a criar, para nós mesmos, expectativas que são impossíveis de cumprir. Como resultado, colheremos o fruto da insatisfação sem fim.

Temos o compromisso de celebrar nossos bons esforços sem comparações e críticas infundadas. Todos têm pontos fortes e pontos fracos. Podemos transformar nossas fraquezas em forças. Sabemos que este é um objetivo de longo prazo e devemos continuar trabalhando nisso sem autopunição.

 

Segundo: a inutilidade da crítica.

Existe crítica construtiva?

“As críticas não são outra coisa que orgulho dissimulado. Uma alma sincera para consigo mesma nunca se rebaixará à crítica. A crítica é o câncer do coração” (Madre Teresa de Calcutá)

A crítica vem do grego kritikē, que significa “apreciação minuciosa”. Trata-se do processo de purificação. Dizem os estudiosos que a palavra origina-se na prática de purificar o ouro: trata-se de derreter (destruir) o minério bruto e natural, a fim de retirar suas impurezas para aproveitar apenas a parte purificada para que o minério adquira valor.

O valor da crítica está em sua face negativa; não há como criticar sem desconstruir. A crítica está ligada ao nobre processo de purificação. Ou seja, a destruição.

Todos conhecem alguém a quem deseja modificar, aconselhar e melhorar? Maravilha! Isso é excelente. Sou inteiramente a favor! Mas por que não começar por si mesmo? De um ponto de vista míope e eminentemente egoísta, é muito mais proveitoso do que tentar melhorar aos outros – sim, e um pouco menos perigoso. Não critique a roupa mal-lavada que está no varal do vizinho quando na verdade a sujeira está na vidraça pela qual enxerga a roupa no varal dele.

Fatidicamente, uma das funções mais exercitadas na vida do ser humano é a crítica. Cultivamos o hábito de apontar erros, enxergar falhas, descobrir defeitos. Observando o gesto correspondente à crítica (um dedo apontado para frente e três em nossa direção), é importante notar que ele nos orienta para a autocrítica, essa sim muitas vezes necessária.

O fato é que a crítica não é bem recebida, não é bem aceita, porque o nosso ângulo de tolerância é reduzido, é escasso, o que nos faz discordar na maioria das vezes da opinião do outro. A nossa opinião sempre é a mais realista, mais certa, é a mais lógica, é a mais inteligente, pertinente e válida. Quanta pretensão!

Do outro lado, vamos aprender a tirar a carapuça de eterna vítima injustiçada e, além de aceitar, compreender a crítica, que pode ser construtiva tanto para o lado pessoal quanto profissional. Ela tem como objetivo encorajar a pessoa a melhorar, reforçar e desenvolver aptidões a esta crítica. Podemos chamar de crítica construtiva ou feedback.

A crítica construtiva deve sempre deixar uma sensação de euforia e vontade de se reinventar, acertar aquelas arestas que denunciam imperfeições nas atitudes. Faz com que agradeçamos àquela pessoa que nos abriu os olhos, contribuindo para o nosso progresso de forma desprendida e desinteressada. É fácil notar na interação com o crítico seu objetivo, que desponta com tamanha facilidade.

Uma crítica nunca deve humilhar ou abalar a autoestima de alguém, pois ninguém que se julga um incompetente traz retorno.

A pior de todas as críticas é, sem dúvida, a crítica destrutiva disfarçada de crítica construtiva.

Ao lidarmos com pessoas, que possamos lembrar sempre de que não estamos tratando com criaturas de lógica. Estamos lidando com seres emotivos, suscetíveis às observações norteadas pelo orgulho e pela vaidade.

Qualquer idiota pode criticar, condenar e queixar-se – e a maioria dos idiotas faz isso.

Ao invés de julgar e condenar os outros, procuremos compreendê-los. Procuremos descobrir por que agem como agem, abrindo os olhos e nos despojado do câncer do orgulho. Essa atitude é mais benéfica e intrigante do que criticar e gera simpatia, tolerância e bondade.

O orgulhoso se ofende facilmente e guarda ressentimento. Ele se nega a perdoar a fim de manter o outro em débito e justificar sua mágoa.

Os orgulhosos não aceitam facilmente conselho ou repreensão. Usam uma atitude defensiva para justificar e racionalizar suas fraquezas e falhas.

Os orgulhosos dependem do mundo para lhes dizer se têm valor ou não. Sua autoestima depende da posição que ocupam pretensamente na escala do sucesso mundano. Sentem-se dignos de mérito como pessoas se houver um número suficiente de indivíduos abaixo deles em termos de realizações, talento, beleza ou inteligência. O orgulho é feio. Ele diz: “Se outro tem sucesso, sou um fracasso” (Ezra Taft Benson).

 

Terceiro: ser feliz agora.

Na consagrada história infantil “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, o misterioso fabricante de doces Willy Wonka esconde um bilhete dourado em cinco barras de chocolate e anuncia que quem encontrar um dos bilhetes ganhará um passeio por sua fábrica e uma provisão de chocolates por toda a vida.

Cada bilhete dourado continha a mensagem: “Saudações, sortudo ganhador do Bilhete Dourado! (…) Há coisas fantásticas reservadas para você! Muitas surpresas maravilhosas o aguardam. (…) Surpresas místicas e maravilhosas (…) vão encantá-lo (…), assombrá-lo e espantá-lo”.

Notamos que, neste clássico infantil, pessoas do mundo inteiro desejavam desesperadamente encontrar um bilhete dourado. Alguns supunham que toda a sua felicidade futura dependia de encontrarem ou não um bilhete dourado. Em sua ansiedade, as pessoas passaram a esquecer da simples alegria que uma barra de chocolate poderia proporcionar. A barra de chocolate em si se tornava uma decepção completa se não contivesse um bilhete dourado.

Da mesma forma, muitos de nós estamos hoje à espera de seu próprio bilhete dourado – o bilhete que acreditamos conter a chave da felicidade com que sempre sonhamos. Para algumas pessoas, o bilhete dourado pode ser um casamento perfeito; para outras, uma casa do tipo capa de revista de arquitetura e construção, ou talvez a liberdade do estresse e das preocupações.

Nada há de errado nos anseios justos. Esperamos e buscamos coisas que acrescentem valor à nossa existência e nos tornem seres humanos dignos do nome. O problema surge quando deixamos de lado a nossa felicidade e nos dedicamos à espera de um acontecimento futuro – “o nosso bilhete dourado”.

Conheci uma mulher que almejava mais do que qualquer outra coisa casar-se com um bom homem e tornar-se mãe e esposa. Ela tinha sonhado com isso a vida toda e, oh, que mãe maravilhosa e que esposa amorosa ela seria! Sua casa seria repleta de amor e bondade. Jamais seria ali proferida uma palavra amarga. A comida nunca iria queimar. E os filhos adolescentes, em vez de sair com seus amigos, prefeririam passar suas noites e seus finais de semana com a mamãe e o papai.

Esse era o seu bilhete dourado. Ela sentia que aquela era a única coisa da qual dependia toda a sua vida e existência. Era a única coisa no mundo pela qual ela ansiava desesperadamente lutar.

Mas isso nunca aconteceu. E, com o passar dos anos, ela se tornou cada vez mais retraída, amarga, irada, invejosa e vazia. Não conseguia entender por que Deus não lhe concedia aquele desejo justo.

Ela trabalhava como professora de Ensino Fundamental, e o fato de estar cercada de crianças o dia inteiro simplesmente a fazia recordar que seu bilhete dourado nunca tinha aparecido. Com o passar dos anos, ela se tornou mais decepcionada. As pessoas não gostavam de ficar perto dela e a evitavam sempre que possível. Ela até chegou a descontar sua frustração nas crianças da escola. Passou a perder a paciência, oscilando entre acessos de raiva e uma solidão desesperada.

A tragédia dessa história é que aquela mulher querida, em meio a toda a sua decepção com seu bilhete dourado, não conseguiu enxergar as incontáveis coisas boas que recebera. Ela não tinha crianças em casa, mas estava cercada delas na sala de aula. Não fora abençoada com uma família, mas Deus tinha lhe dado uma oportunidade que poucas pessoas têm – a chance de influenciar positivamente a vida de centenas de crianças e suas famílias como Professora.

Isso não quer dizer que não devemos alimentar a esperança ou moderar nossos objetivos. Não deixemos de nos esforçar pelo que há de melhor. Sempre haverá esperança em todos os desejos justos do coração. Mas não fechemos os olhos e o coração para as belezas simples e refinadas dos momentos comuns do cotidiano – é isso que compõe uma vida abundante e bem vivida.

As pessoas mais felizes que conheço não são as que encontram o seu bilhete dourado, mas sim as que, em meio à sua contínua busca por objetivos justos, descobrem e valorizam a beleza e a doçura dos simples momentos de cada dia. São as que, fio por fio, tecem diariamente uma grande colcha chamada gratidão, alimentam admiração ao longo da vida. Essas são pessoas verdadeiramente felizes.

A lição aqui é que, se gastarmos nossos dias à espera de rosas fabulosas, podemos perder a beleza e a maravilha de uma Dracula Símia.

Imagem – Dracula Símia abaixo.

 

Quarto: os “porquês” da vida e a gratidão.

Às vezes, na rotina de nossa vida, esquecemo-nos, sem querer, de um aspecto vital da nossa trajetória, da mesma forma que poderíamos ignorar uma bela orquídea e focamos em nosso esforço diligente de cumprir todos os deveres e todas as obrigações que nos foram impostas e que assumimos de bom grado. Às vezes, vemos os afazeres de nossa vida pessoal e profissional como uma longa lista de tarefas que temos de acrescentar à nossa já suficientemente longa lista de coisas “para fazer”, como um período de tempo que precisamos de alguma forma encaixar em nossa agenda lotada. E esquecemos-nos de priorizar e administrar nossas ações, analisar se estão dentro do padrão de conduta previamente estabelecido. Pensamos demasiadamente em como faremos e em como podemos fazê-lo, mas às vezes nos esquecemos dos porquês.

Gosto sempre de pensar sobre a diferença de propósito entre um bom sacrifício e um sacrifício desnecessário. Como podemos reconhecer essa diferença em nossa própria vida e nas situações? Podemos nos perguntar: “Estou dedicando meu tempo e minha energia às coisas mais importantes?” Há muitas coisas boas para fazer, mas obviamente não podemos fazer todas. Sentimos satisfação quando sacrificamos algo bom em troca de algo muito melhor com uma perspectiva altruísta. Às vezes, isso pode até significar algo pequeno e sem importância para outras pessoas – porém algo de real valor para nós. Podemos encontrar felicidade e alegria até nos pequenos passos e é frequentemente por meio de coisas pequenas e simples que as grandes são realizadas.

Cada pessoa e cada situação são diferentes, e um bom sacrifício para uma pode ser um sacrifício tolo para outra.

Queridos leitores, os afazeres de nossa vida profissional e pessoal não são uma obrigação: podemos traçar o caminho, planejar e possivelmente alterar tudo devido à nossa mudança de perspectiva e comportamento, e essa visão se ascende quando entesouramos verdades essenciais; então, uma luz penetra nosso ser e ilumina o caminho diante de nós.

Embora a compreensão de como a aplicação destes princípios seja necessária e adequada à nossa realidade, o importante questionamento “por que” deve permear nossa avaliação acerca dos fatos que envolvem nosso cotidiano. Quando ponderamos sobre estes aspectos e entendemos o que nos move a alterar hábitos comportamentais, alcançamos autoconhecimento e liberdade, adquirimos real identidade para sermos quem realmente somos e para fazer aquilo que estamos aptos, adquirimos confiança que estamos no caminho certo rumo ao ápice do nosso potencial. Vencer torna-se um hábito, de modo geral, as mudanças deixam de ser um fardo e, ao contrário, tornam-se uma alegria e um prazer. Torna-se agradável.

Não trilhemos esse caminho com os olhos no chão, pensando apenas nas tarefas e obrigações à nossa frente. Não deixemos de perceber a beleza das gloriosas paisagens que nos cercam.

Procuremos com vontade a majestade, a beleza e a alegria contagiante dos “porquês” da vida e das mudanças que inevitavelmente ela nos traz.

A busca contínua para desenvolver nossos dons e talentos pode trazer satisfação, crescimento e uma mudança positiva em nossa vida. Talvez você pense que não tem talento, mas essa é uma conclusão falsa, pois todos têm talentos e dons, cada um de nós!

Pode exigir tempo e esforço de nossa parte para descobrir e aprimorar os dons que recebemos, mas todos nós temos muito a contribuir por meio de nossas habilidades.

Para ser um bom modelo, é preciso, primeiro, amar e respeitar a si mesmo. É uma posição privilegiada que exige um mergulho interno para compreender o que é importante para cada um. É também um esforço para ser cada vez mais e melhor para que seja possível liderar pelo exemplo. Não tem a ver com tornar-se outra pessoa, apenas ser coerente com suas crenças e valores, com seus pontos fortes e fracos. Busque ser esse modelo autêntico, sendo o melhor de você mesmo.

Sinto-me honrada por ser quem sou: profissional, esposa, mãe e mulher! Que possamos abraçar com afinco os inúmeros papéis que desempenhamos na carreira e na vida, revisar valores que permeiam nosso comportamento diante das circunstâncias e promover o estabelecimento de práticas e melhorias em nossa interação com o próximo.

Agora é o momento de unirmos forças e trabalharmos juntos.

Será que estávamos ouvindo?

Esse tempo é agora! Sinto que sim e estou certa de que vocês também.

Claudia Schaffer
Secretária Executiva da Presidência | Formada em Secretariado Executivo Bilíngue in/claudiaschaffer | 39 anos, mãe, casada
Celular: (11) 9-8239-4135 | E-mail: claudia.schaffer35@gmail.com

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s